O palhaço não morre

Rev. Edemar V. da Silva

 

Na manhã desta quarta-feira, morreu aos 90 anos, George Savalla Gomes, o renomado e consagrado palhaço “Carequinha”…

Talvez a geração de menos idade não tenha ouvido falar muito dele, mas o pessoal de meia e mais idade com certeza o conheceu muito bem!

Carequinha é filho de um casal de trapezistas, e nasceu literalmente no circo. Sua mãe sentiu as dores de parto ainda em cena, e ele nasceu alí mesmo…O personagem “Palhaço Carequinha” existiu durante 85 anos! George foi levado ao picadeiro pela primeira vez aos cinco anos de idade. O padastro colocou-lhe uma peruca de “careca” na sua cabeça e o batizou de “carequinha”… Assim nasceu o palhaço carequinha!
Foram 85 anos fazendo a alegria da criançada, e de todo o povo brasileiro, no circo, no rádio, na televisão, no disco … As marchinhas gravadas por ele sempre faziam muito sucesso, e era o que a criançada cantava antigamente…

Carequinha é insubstituível, e a sua morte nos enche de tristeza e pesar, e de uma gostosa saudade! Podem surgir muitos outros palhaços, e que apareçam mesmo porque o mundo precisa a cada dia de uma dosagem maior de alegria, mas o personagem “carequinha” interpretado e vivido pelo George Savalla é único, e já entrou para a história!

Registramos aqui o nosso pesar pela perda do cidadão brasileiro George Savalla Gomes, e com ele, do inesquecível palhaço do Brasil “Carequinha”. Rogamos ao nosso bondoso Deus que console e conforte os corações dos familiares e amigos.

Numa época como a de hoje, palhaços fazem muita falta! Aliás em toda a história da humanidade eles sempre desempenharam um papel relevante… Sempre prestaram um grande serviço à humanidade, ao longo da história, distraindo, entretendo, e fazendo as pessoas sorrirem e se tornarem mais felizes…

Você já ouviu falar na famosa frase: “Pão e Circo”? Pois é, até os políticos sempre consideraram importante a figura dos palhaços… Desde o mundo antigo sempre deles se utilizaram, com dolo, para “distrair” o povo, enquanto fazem os seus conchavos políticos, acordos indecorosos, falcatruas, e “arrochos” salariais… O “pão” em geral é um acanhado programinha social de distribuição de alimentos, tipo: “fome zero”, sempre divulgado por uma mega campanha publicitária… O “circo” necessariamente pode não ter lona, nem picadeiro, mas serve para iludir à semelhança do show do picadeiro… Pode ser um mega-show, como o dos Rolling Stones, “inteiramente gratuito”… Serve prá distrair o povo!

Sempre que vejo montado o falso “circo” dos políticos, que não tem palhaço no picadeiro, me dá vontade de refrescar a “cuca”, daí eu lembro do circo de lona, do picadeiro, e do palhaço!

Realmente, hoje, mais do que nunca, o mundo necessita de palhaços para que as pessoas sofridas de hoje voltem a sorrir o riso de menino…

Sempre existiu circo e palhaço, e sempre vai existir!

Que bom que o palhaço não morreu e nem vai morrer, porque “O palhaço não morre”!


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